_Ontem à noite acordei ouvindo seus paços leves pela casa, entrado de fininho, sem querer fazer barulho, mas eu sabia que eram apenas suas lembranças que me cercavam, e de alguma maneira não consegui mais dormi, a sua presença filtrada sentou-se ao meu lado na cama e ali ficou me fazendo recorda a vida sinestésica que você me fizera viver. Não sei por que ainda guardo tantas lembranças. Desde há ultima vez que nos vimos no metrô, tudo que vivemos renascera novamente, seu cheiro voltou aos lençóis, o odor de seu perfume passeia na casa, e o som de seus primeiros risos ao acorda, me cercam agora em todas as manhãs. Sua presença agora é mais forte em mim, deve ser por conta da ausência do seu amor, e do seu desejo de dar vida.
Ans Carolina
Ans Carolina

Foto: Por mim
De alguma maneira eu achei que me ausentando da vida de algumas pessoas e vagando sozinha por ai, me faria bem por um tempo, e foi nesse período em que eu realmente me descobri, e percebi que minha vida era muito mais do que solidão distorcida. Creio que nesse espaço de tempo estive dopada, por uma droga que não faz bem a ninguém. E de alguma maneira aprendi a reconhecer pequenos gestos, que antes não me encantavam, percebi que minha fotografia era oca de qualquer sentimento, e comecei a da vida ao que para meus olhos era terrivelmente encantador e foi assim que surgiu o meu a Estranha_Euforia(flickr, fotolog e outros), onde exponho o meu modo de ver o mundo.
No começo foi tão difícil ser aceita por minha família, pois vivia com a máquina por ai, eu sempre fui de algum modo excluída por eles, não sei se pelo fato de ser totalmente contraria ao gosto padrão, ou pelo pequeno fato de ser rebelde como minha mãe, ou pode ate ser pelo meu modo de ser, pelos amigos que tenho, ou simplesmente pelo fato de ter o meu cabelo rebelde... São muitas coisas pelas quais eles podem não me aceitar bem. Mas hoje eles já me entendem, ou pelo menos tentam, ainda palpitam e não entende minhas fotos, mas de algum jeito eu sinto que hoje eles me aceitam assim mesmo. Com tantas estranhezas.
Hoje vivo de uma maneia tão calma, que pareço retardada, minha simplicidade se mescla com fortes traços escandalosos das coisas que gosto, dentro da bolsa ainda minha primeira máquina fotográfica, de 6MP, que me ajuda até hoje, mesmo sendo remendada freqüentemente por fita durex,minha brilhante idéia, já que a trava da cabine de pilhas quebrou. Ela sempre acompanhada de canetinhas coloridas e meu caderno de desenho, porque a arte faz parte de mim.
Sim, ainda saio por ai pra fotografa e se me vê como louca na rua, pode me para e fala comigo, eu não mordo, “sou só garganta”.
No começo foi tão difícil ser aceita por minha família, pois vivia com a máquina por ai, eu sempre fui de algum modo excluída por eles, não sei se pelo fato de ser totalmente contraria ao gosto padrão, ou pelo pequeno fato de ser rebelde como minha mãe, ou pode ate ser pelo meu modo de ser, pelos amigos que tenho, ou simplesmente pelo fato de ter o meu cabelo rebelde... São muitas coisas pelas quais eles podem não me aceitar bem. Mas hoje eles já me entendem, ou pelo menos tentam, ainda palpitam e não entende minhas fotos, mas de algum jeito eu sinto que hoje eles me aceitam assim mesmo. Com tantas estranhezas.
Hoje vivo de uma maneia tão calma, que pareço retardada, minha simplicidade se mescla com fortes traços escandalosos das coisas que gosto, dentro da bolsa ainda minha primeira máquina fotográfica, de 6MP, que me ajuda até hoje, mesmo sendo remendada freqüentemente por fita durex,minha brilhante idéia, já que a trava da cabine de pilhas quebrou. Ela sempre acompanhada de canetinhas coloridas e meu caderno de desenho, porque a arte faz parte de mim.
Sim, ainda saio por ai pra fotografa e se me vê como louca na rua, pode me para e fala comigo, eu não mordo, “sou só garganta”.
Ans Carolina

Foto por mim.
E Maio desce pelo ralo do tempo, assim sem muitos acontecimentos... As palavras já não cabem, mas nesse resto de tempo, meu cotidiano não me tem deixado as junções de sílabas, ai se me deixa se apenas as palavras bonitas, já estavam de bom grado. È que nesse corre-corre danado, esqueço até que tenho sombra, esqueço o tempo, as linhas, os paços...
E assim rodeada de uma escassez de palavras e emoções, volto para rabiscar minhas doces linhas, caçando em mim o que me resta de belo por dentro. Sim, estou tendo que rebuscar palavras, já que esse mês as águas levaram todas para o mar.
E mais um mês chega ao fim, assim como se não quisesse deixar rastros...
.
Ans Carolina
Nada parecia esta bem naquela tarde, brigamos logo cedo. Queria muito não ter dito aquelas palavras, assim de uma hora pra outra, mas eu já não agüentava mais, aquele falso romance. Na noite anterior ele havia chegado muito tarde não pude esperá-lo para o jantar, não sei os motivos de sua tardia chegada, naquela manhã eu não agüentei reconhecer que ele me deixar sempre sozinha bem naquela casa, na qual um dia ele disse que era o nosso lar,...
...não lembro te ter visto ele pega as chaves e ir embora...
O sol entrava pela janela, percebi que ele não veio almoçar, meu coração era puro desespero, estava sentada no sofá, o primeiro de nossa grande casa, olhei para a sua escrivaninha sim, elas estavam lá, as suas chaves, um pânico tomou conta de mim, e mal pude controla minhas lágrimas, me deitei e chorei, pensando em nós e nas tristes palavras que havia te dito...
Não me lembro de onde tirei forças, apenas sei que levante, peguei suas chaves e naquele fim de tarde as coloquei no trinco da porto, de modo que quando você chega-se pude-se entrar...
Até breve amores.
Ans Carolina
Ainda sou tão jovem, tenho minhas fascinações por coisas aparentemente fúteis, e certas repugnância por coisas não repugnantes (que lógica). Já pensei tantas coisas sobre estilo de vida, já me rotulei de tantas maneiras, pude ser um pouco de cada tribo, tinha um modo de me vestir bem diferente, era variado o meu ser.
Eu era incompleta e não sabia, sabia apenas que podia ser. Hoje sou formada de pequenos pedacinhos, pedacinhos de gente, de música, de retratinhos, de palavras que vejo surgir nas entrelinhas, de coisinhas que pego no ar e que não me largam mais. Antes eu não sabia que podia partilhar minhas emoções com outras pessoas, não sabia que existe “gente igual à gente”, gente de mesma raça, de mesmo tom.
Na minha infância havia várias garotas dentro de mim, meninas que até hoje não entendo bem. Sim! Aqui dentro a uma enfermeira, uma cientista, uma cantora, uma escritora... Ai!Ai! São tantas, que tenho certeza que comeriam essa postagem inteira. Mas isso é tema pra outra postagem.
Quero apenas dizer que não havia dentro de mim, e agora ha, uma estilista, uma menininha que esta sempre com um lápis na mão e canetinhas coloridas dentro da bolsa, uma pessoinha que surgiu com o passar do tempo, e que eu não me dei conta que ela crescia dentro mim, crescia com uma paixão enorme pelo indefinível. Uma garotinha que me dominou, que me fez ver o mundo de tantas maneiras incríveis, que pós em meu âmago uma caixinha para guardar alguns mimos como: sorrisos, olhares, amores....Há essa menininha eu dei o nome de: Ana Hermana, a mais emocionante de todas elas. A menina da “rosa amarela”.
Até breve.




